Viver

Vida, vida, vida…
O que és, de onde vens…
A morte vais
Alegre e faqueira
Surge resurge amar’ga
Amante doce amargo fel
Despo-lhe o véu, sombrio
Tento observar-lhe o rosto
Escondido temido querido
Ido idos idas ainda sem
Vinda ou vidas a mim vindas
Maldita vida, maldita morte
Anseio a morte e não receio a vida
Fúria angustia ânsia
Maldito corpo que não responde
Lágrimas me faltam
Tenho em mim uma tempestade
Uma tempestade por vida, morte
Devasa, incessante mordaça
Em meu corpo apenas brisa
Infame, angustiante fulminante
Brisa daquilo que sinto
Maldito sonho sono letárgico do sofrer
Sofro por querer, por amar’gura
doce,salgado amargo amor
O sangue escorre perene e cortante
deixando seu rastro de puro rancor
Em sua fonte perpetua-se
O ardor ácido como cicatriz
Em sua forma perenemente cármica
Devassa e corrompida
Corroendo crenças
Tornado-as doenças
Doentio e sorrateiro
Eis o puro desespero

Sem mais,
Amor.



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